Computadores cheios de malícia

É muito engraçado a maneira com as palavras em inglês entram em nossa vida portuguesa brasileira. A ignorância do nosso jornalismo é fantástica. Digo isso porque já estou cansado de ler citações como “código malicioso”.

O que pensar desse trecho do site IDG Now!: “Companhia israelense GreyMagic Software afirma que a falha no Internet Explorer poderia ser explorada para inserir códigos maliciosos nas máquinas que acessassem os e-mails dos dois provedores”. Uau, vou encontrar foto de mulher pelada! Já posso escutar meu vizinho: “Viu? Esses computadores são uma arma do demônio! São cheios de luxúria e depravação! Maliciosos!”.

Ora, “malicious” em inglês é malicioso sim, mas o que os ingleses e americanos querem dizer, usando essa palavra associada à vírus de computadores, é que a ação do vírus é maligna, com más-intenções, do mal.

Será que não dá para estudar um pouco mais? Ou ainda, não dá para usar o BOM SENSO? A palavra malícia em português brasileiro não tem nada a ver com vírus de computador!

Um pequeno e humilde conselho a jornalistas de informática: usem um dicionário. O meu pequeno “Collins Gem English – Portuguese” da década de 80, com 11,5 x 8 cm, 768 páginas, me disse: malicious adj. malicioso, maligno.

Bem, para mim, tem muito mais sentido.

Ser humilde é uma virtude. E nos livra de pagar mico.

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