Qual a melhor hospedagem para WordPress?

Em todos os fóruns de suporte, grupos de discussão e encontros técnicos, sempre surge esta questão: “qual a melhor hospedagem para WordPress?”, “que hospedagem eu escolho?”, “qual hospedagem vocês usam?”. O assunto então é discutido repetidas vezes, todo mundo tem sua opinião e é possível encontrar diversas referências toda a vez que se busca algo.

Resolvi então publicar as minhas recomendações, baseadas na minha experiência e no meu uso diário. Ou seja, eu utilizo todos os serviços que listo a seguir e eles foram minhas escolhas depois de alguns anos de estudo.

Observação: Os links incluídos neste artigo são patrocinados e me dão alguns centavos pela indicação. Alguns deles também oferecem gratuidades ou créditos de uso, conforme indicado.

Hospedagem compartilhada: SiteGround

SiteGround, serviço de hospedagem

Se ler em Inglês ou Espanhol não for problema, a SiteGround (https://www.siteground.com/go/marcoandrei-recomenda) é excelente. O serviço é de primeira linha, tem alto desempenho, o suporte é muito responsivo e oferece tudo necessário para um sítio WordPress, sendo de muito fácil administração. Ela inclusive é recomenda pela Yoast, WP Beginner e outros conhecidos no mundo WP.

Os planos são por espaço em disco tu podes hospedar quantos domínios quiseres, dentro deste limite. Os serviços oferecidos incluem também correio eletrônico, contas de acesso FTP para terceiros, bases de dados, certificado SSL Let’s Encrypt e cache da própria SiteGround, que dá uma agilidade sensível para teus sítios. O cuidado é que a utilização da maioria das coisas conta dentro do limite de armazenamento. Ou seja, tens que monitorar isso de perto.

Servidor gerenciado: Umbler

Falando de provedores nacionais, eu estou iniciando uma relação com a Umbler (https://www.umbler.com/br/seja-bem-vindo?a=j37nr07k), que está investindo em parcerias com agências, dando prioridade de atendimento. Clicando no endereço acima, tu recebes 7 dias de uso gratuito, independente do plano escolhido.

Há opções de hospedagem compartilhada (como a SiteGround) ou servidor próprio (como a DigitalOcean), mas eu uso os contêineres, que são como mini servidores VPS gerenciados pela Umbler, mas com diversas opções de configuração feitas no painel de controle. Tu podes ir aumentando (ou diminuindo) a capacidade do container de acordo com tua necessidade.

Eles também oferecem correio eletrônico com sistema próprio de webmail (bem legal, por sinal). Nas hospedagens, eles já oferecem uma conta gratuita de 1GB incluída no valor. Para mais contas e mais armazenamento, há mais opções (https://www.umbler.com/br/precos#emails?a=j37nr07k).

Servidor VPS não gerenciado: DigitalOcean

DigitalOcean

Se tens conhecimento de administração de servidores Linux e preferires montar teu próprio servidor, eu usaria a DigitalOcean (https://m.do.co/c/515618457caf). Eu tenho alguns servidores com eles, sem reclamações. O custo mínimo por mês é US$ 5 + US$ 1 se quiseres acionar o becape semanal, o que recomendo fortemente. O cupom no URL acima te dá US$ 100 de crédito para usar em 60 dias. Em um servidor de 1GB eu consigo hospedar 15 sítios WP com um acesso que não seja alto. Para sítios mais movimentados, eventualmente será necessário ter um servidor dedicado.

Painel administrativo para VPS: RunCloud

Para administrar os servidores da DigitalOcean, eu uso o que chamamos de Panel as a Service (PaaS), o painel de controle RunCloud (https://runcloud.io/r/z805M2aBekNd), que facilita o trabalho e instala o NGINX como servidor Web, que tem um desempenho melhor que o Apache. Há um plano gratuito para apenas UM servidor, com restrições, mas acho que vale a pena experimentar, porque já dá uma visão geral da interface e das facilidades do sistema. Se fores fazer um plano pago, o cupom no URL acima te dá 15 dias de uso gratuito em qualquer plano pago.

Alternativas gratuitas

Caso não queiras pagar pelo painel de controle, sugiro estudar o EasyEngine (https://easyengine.io/) ou o WordOps (https://wordops.net/), que é uma derivação dele. Para quem prefere fazer tudo pela linha de comando é uma mão na roda.

Os dois são scripts que são instalados no próprio servidor e ajudam a instalar a pilha LEMP (Nginx, MySQL e PHP no Linux) no teu servidor, além de facilitar a criação e manutenção de virtual hosts (espaço no servidor para cada domínio) e até mesmo instalar o próprio WordPress já com os plugins e configurações de cache.

Por fim, são programas de software livre que tem uma comunidade forte e bastante ativa. Nos fóruns de suporte, poderás tirar tuas dúvidas, mas a documentação dos dois é excelente.

E as hospedagens gratuitas? Vale a pena?

Essa é outra pergunta que sempre surge dentro desse tema. E a resposta direta para ela é: NÃO. Se tiveres oportunidade de testar, pode perdê-la.

Eu mesmo resolvi testar e tentei hospedar uma página básica e não consegui. Além do serviço ser LENTÍSSIMO para administrar (sim, lento MESMO), as hospedagens gratuitas ou te forçam a usar “construtores de sites” em que a estrutura já vem pronta, sem nenhuma personalização, ou limitam muitíssimo o espaço, pois são servidores compartilhados entre centenas (ou milhares) de clientes. Simplesmente não tem como usá-las para um projeto comercial sério.

Ah, sim: graças a “reputação” do Brasil, brasileiros estão banidos em alguns serviços por má fama em quebrar as regras do serviço ou por uso ilegal. Pois é.

E então? Gostaste das dicas? Ficaste com alguma dúvida? Tens um provedor preferido que gostarias de compartilhar? Deixa aí nos comentários, vamos trocar uma ideia!

INXS e quando descobri que a banda morreu

Sendo fã do INXS (e da música australiana), sempre fui reticente em ouvir o que a banda havia produzido depois da trágica (e tão comentada, cheia de boatos) morte de Michael Hutchence.

Pois hoje resolvi escutar “Switch“, primeiro e único disco com algum vocalista estável (J. D. Fortune, escolhido em um reality show), do início ao fim.

O disco tem altos e baixos, o novo vocalista é competente, acrescenta um pouco à banda, Andrew Farriss continua um bom compositor de Pop/Rock e até tem uma fagulha do “velho e bom INXS” em alguns momentos, como em “Devil’s Party” ou “Pretty Vegas” (casualmente canções com letra de J. D. Fortune). (Tu podes escutar o disco completo na seleção do YouTube aí embaixo.)

Mas a banda acabou. Como diz um verso da própria canção Pretty Vegas, “The party’s over and we’re moving on” (A festa acabou e estamos indo embora).

A morte de Michael Hutchence arrancou o coração da banda e não tem como substitui-lo. Descanse em paz.

Como atualizar o PHP no macOS?

Se tu usas Mac para desenvolver teus sítios WordPress, deves ter notado que felizmente o macOS já vem com o PHP instalado. A questão é que nem sempre a versão instalada é a mais nova, principalmente se estás rodando uma versão antiga do macOS, como eu, que uso o El Capitan no meu Mac Pro 2009.

Ter a última versão PHP é um pré-requisito para poderes desenvolver teus projetos e uma versão antiga pode ficar atrapalhando tua vida, principalmente se queres usar ferramentas auxiliares como a extensão PHP Intellisense dentro do VSCode.

O macOS Catalina já vem com a versão 7.3 do PHP, e o Mojave e o High Sierra até vêm com o PHP 7.1 pré-instalado, mas a versão instalada no macOS Sierra é a 5.6 e o El Capitan vem com o PHP 5.5. Péssimo.

Felizmente o pessoal do grupo php-osx mantém pacotes dos últimos “builds” das versões do PHP desde a 5.3 até 7.3, que podem ser instalados desde o Snow Leopard (OS X 10.6) até o High Sierra (macOS 10.13). Como os programas são instalados na pasta /usr/local/php5, eles não afetam em nada tua instalação padrão do macOS.

Instalando o PHP no macOS

Mais fácil que correr cancha com tropeiro de lesma. Escolhe a versão, abre o Terminal e digita a linha correspondente, abaixo:

PHP 7.3

$ curl -s http://php-osx.liip.ch/install.sh | bash -s 7.3

PHP 7.2

$ curl -s http://php-osx.liip.ch/install.sh | bash -s 7.2

PHP 7.1

$ curl -s http://php-osx.liip.ch/install.sh | bash -s 7.1

PHP 5.6

$ curl -s http://php-osx.liip.ch/install.sh | bash -s 5.6

Infelizmente o pessoal do php-osx não montou um pacote para a versão 7.4 e ainda não descobri uma maneira mais fácil de instalar esta versão sem ter que instalar utilitários extras, como o Homebrew. Quando descobrir, atualizo o artigo.

Verificando se a nova versão do PHP está funcionando

Agora que tudo está instalado, precisamos adicionar a pasta do pacote ao PATH do sistema:

$ export PATH=/usr/local/php5/bin:$PATH  

Depois, é só verificar se a nova versão é a padrão:

Mac-Pro:~ marcoandrei$ php -v

PHP 7.3.8 (cli) (built: Aug 11 2019 20:50:16) ( NTS )
Copyright (c) 1997-2018 The PHP Group
Zend Engine v3.3.8, Copyright (c) 1998-2018 Zend Technologies
with Zend OPcache v7.3.8, Copyright (c) 1999-2018, by Zend Technologies
with Xdebug v2.7.2, Copyright (c) 2002-2019, by Derick Rethans

Feito!

“Tá, mas o VS Code continua dando erro…”

Pois é, em alguns casos, quando o VS Code continua dando erro, é porque a extensão PHP Intellisense não identificou corretamente a versão do PHP, mesmo que o sistema aponte a versão nova. A solução é preencher o parâmetro “executablePath” nas configurações da extensão.

Dentro do VS Code, vai em Extensions e encontra a extensão “PHP Intellisense”. Clica na engrenagem e seleciona Extension Settings. Adiciona (ou edita) esta linha no arquivo settings.json:

"php.executablePath": "/usr/local/php5/bin/php"

Agora sim!

Bueno, este tutorial te ajudou? Tens alguma dúvida? Deixa teu comentário aí embaixo e a gente troca uma ideia!

Um bate-papo com Katharina Farina do WordPress Sem Código

No final de julho de 2020, tive o prazer de conversar com a simpática Katharina Farina, produtora do canal WordPress sem Código, quando falamos um pouco da minha experiência com o WordPress, opiniões “polêmicas” sobre construir sítios usando page builders e o desejo de criar uma comunidade internacional de WordPress em língua portuguesa.

Confere aí embaixo este bate-papo e depois segue o WordPress sem Código no YouTube!