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Descobri que o problema até não é a criatividade, mas o saco. Logo que cheguei em casa, o corpo amoleceu, a preguiça se estabeleceu, lavei meu rosto para tirar o suposto cansaço (e a nhaca destas bostas de cigarros!) e me dirigi com um esforço hercúleo, para o Mac. Eu até quero escrever, mas justo agora a maratona da semana passada, oops!, de ontem! está cobrando o preço. Tinha tudo na cabeça e as palavras fogem, como se tivesse validade só naquele momento que pensei, que elaborei os meus textos randômicos. Aliás, este texto também é no automático. Ou tu achas que a gente tem que pensar antes de escrever? Aprendi a digitar rápido justamente para poder falar comigo mesmo e reproduzir imediatamente no Mac, antes que estas palavras TAMBÉM se perdessem.

Tá, chega. Tou cansado, de saco cheio e com a cabeça fervilhando, mas o fisiológico está me impedindo de continuar. Não, não quero dormir. Quero comer. E de preferência, um Xis da Tia Zefa. Mas tenho que me contentar com um reles e vagabundo sanduíche de queijo cheddar.

Fui.

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