Ativar o modo de manutenção do WordPress sem um plug-in

Saiba como usar a função interna que é acionada sempre que fazemos as atualizações rotineiras de plug-ins e temas.

Existem diversos plug-ins para o WordPress que nos ajudam a colocar uma tela “em breve” ou “em manutenção” para quando queremos mudar alguma coisa no nosso sítio e sem que os usuários recebam mensagens aleatórias ou tentem algo enquanto se está fazendo a atualização.

O que poucos sabem, no entanto, é que o WordPress já tem essa função embutida no seu núcleo, função essa que é acionada sempre que fazemos as atualizações rotineiras de plug-ins e temas.

Penso que essa é a melhor escolha para quem não quer adicionar mais um penduricalho na sua instalação WP, ao mesmo tempo que se tem uma funcionalidade simples de usar e eficaz.

entendendo o arquivo .maintenance

Primeiramente, é preciso criar um arquivo chamado .maintenance no diretório-raiz da instalação WordPress. É a mesma pasta do arquivo wp-config.php. (O ponto antes do nome do arquivo significa que ele deve ser considerado um arquivo oculto.)

Dentro deste arquivo, vamos adicionar a seguinte linha:

<?php $upgrading = time(); ?>

A variável $upgrading contém uma estampa de tempo que define o período em que o WP estará em modo de manutenção.

Na verdade, o WordPress faz uma verificação (que está em wp-settings.php) de dois passos para acionar o modo de manutenção:

1) O arquivo .maintenance está no diretório-raiz?

2) A condição a seguir é verdadeira?

Hora atual - $upgrading < 10 minutos

Como estabelecemos que $upgrading é sempre a hora atual, ou seja, a condição é sempre verdadeira, o WordPress ficará em modo de manutenção até que se apague o arquivo.

Isso nos leva a outra funcionalidade: acionar o modo de manutenção apenas por um período determinado.

Estudando a fórmula acima, entendemos que $upgrading deverá ter a hora que queremos parar o modo de manutenção MENOS 10 minutos. Ou seja, para ativar durante 40 minutos,  precisamos especificar a hora atual MAIS 30 minutos (40 menos 10):

<?php $upgrading = time() + (30 * 60); /* 30 vezes 60 segundos */ ?>

Usando esta opção, após o período especificado, o WordPress voltará ao ar, mas será mostrada uma mensagem: “A atualização do WordPress falhou — tente realizar atualização novamente” até que se apague o arquivo .maintenance.

A menos que se tenha o período pré-determinado (o que normalmente não acontece), provavelmente o primeiro método será o mais indicado para tua aplicação.

Usar um plug-in certamente é o mais fácil para os neófitos, mas poder configurar o modo de manutenção manualmente é uma boa maneira de aprender um pouco mais sobre o WordPress.

Pagamos caro por uma Internet ruim; e querem piorar

Transmissões pela Internet é um caminho sem volta e os “datilógrafos” do Brasil querem obrigar os seus clientes a continuar consumindo seus produtos obsoletos.

Para quem ainda não entendeu a extensão do “golpe” dos provedores de Internet, saibam que mesmo que não se use o Netflix, ainda temos muitos serviços que consomem um volume de dados considerável.

Tanto que os próprios programas têm a opção de fazer transferências só quando conectado no WiFi para “não consumir franquia de dados 3G”.

Alguns exemplos de serviços que serão afetados:

– armazenamento em nuvem: Dropbox, Microsoft OneDrive, Apple iCloud, Google Drive, etc.
– portais de vídeo: YouTube, Vimeo, G1, R7, Terra, UOL, etc.
– vídeo por demanda: Netflix, NET now, etc.
– transmissões em linha: todos os canais que têm aplicativos, etc.

Para quem ainda não entendeu o porquê, saibam que o Netflix é um dos principais concorrentes da TV a cabo, e a ideia, é claro, dar um golpe nos provedores de conteúdo.

Transmissões pela Internet é um caminho sem volta e os “datilógrafos” do Brasil querem obrigar os seus clientes a continuar consumindo seus produtos obsoletos. A venda casada é clara: se comprares a TV junto, a conexão Internet sai mais barato. NÃO COMPRO.

Minha dica de protesto:

– ao contratar uma conexão Internet para ti, NÃO COMPRES a TV e o telefone (ninguém usa, ninguém vê), mesmo que seja mais caro;
– ao comprar um telefone fixo, NÃO COMPRES VoIP, porque se faltar luz, ficarás sem telefone (podes usar qualquer mensageiro como Skype, Hangouts, etc. em vez disso, é um serviço pago inútil);
– opte por provedores que oferecerem uma banda cheia, que não se protejam atrás da regulamentação ridícula da Anatel, que obriga os provedores a entregar 40% da banda nominal (te vendem 10MB e te entregam 4MB, isso quando entregam);
– se teu plano atual não tem franquia de dados NÃO MUDA; os novos já têm isso.

Um detalhe importante: os provedores que tiverem planos por franquia de dados são OBRIGADOS a fornecer uma ferramenta para controle do consumo. Sem ela, NÃO PODEM oferecer planos limitados.

Temos uma das piores infraestruturas de Internet do mundo e ainda temos que pagar caro por ela.

A última dica então é: NÃO CONSUMAS o que não precisas. Gasta teu dinheiro de maneira consciente e não pagues por porcarias.

iDiots: uma animação sobre obsolescência programada e dependência

Não somos todos um pouco iDiotas em determinados momentos e nos deixamos levar pelos impulsos?

Somos todos vidrados em novas tecnologias e é verdade que hoje em dia o ciclo de renovação dos produtos é acelerado não só pelas novas exigências criadas pelo mercado, mas porque a duração dos produtos é menor que antigamente.

A animação iDiots, produzida pelo estúdio Big Lazy Robot, brinca com esta temática dupla do vício pelo telefone e a obsolescência planejada, colocando em cena robôs que compram um novo telefone. Eles então se grudam em seus iDiot 4 e descobrem novos aplicativos até a morte de seu telefone… e a chegada do próximo modelo!

Curiosidade: os robôs apresentados no filme são modelos japoneses reais, vendidos em um kit.

Não precisas ficar com vergonha ao ver este vídeo, podes rir de ti mesmo. Afinal de contas, nós todos somos um pouco iDiotas em determinados momentos de nossas vidas e nem sempre conseguimos controlar nossos impulsos.

Gaudério, um plug-in para WordPress

Este é meu primeiro plug-in para Wordpress: um tributo ao próprio criador da plataforma e uma homenagem ao meu Rio Grande do Sul!

Muitos sabem que sou fã da plataforma WordPress e uso-a frequentemente, para todos os meus blogs e trabalhos, incluindo o Randomicidades. A plataforma usa um sistema de “plug-ins” (complementos) que estendem as capacidades do software, adicionando funcionalidades.

Um dos mais famosos plug-ins é o “Hello Dolly”, feito pelo próprio Matt Mullenweg, criador do WordPress. Este plug-in simples faz apenas uma coisa: seleciona aleatoriamente um verso da canção de Louis Armstrong e mostra na tela de administração. É uma homenagem, mas também uma maneira de mostrar como é fácil incrementar os recursos da plataforma.

Baseado neste código, eu desenvolvi meu primeiro plug-in para WordPress. Além de ser um tributo ao próprio criador da plataforma, é também uma homenagem a minha querência, o Rio Grande do Sul.

Gaudério é um plug-in simples: ao instalá-lo, verás na tela de administração do teu sistema um verso do poema “Gaudério” do poeta gaúcho João da Cunha Vargas, colhido aleatoriamente.

Instrução de instalação:

1) Clica no link abaixo para baixares o arquivo ZIP.

» CLICA AQUI para baixar o plug-in GAUDÉRIO

2) Sobe o pacote pelo painel de administração do WordPress.

randomicidades-instalar-novo-plug-in-enviar
Espero que seja do gosto dos desenvolvedores gaúchos. A la putcha, tchê!

10 dicas de David Ogilvy para saber como escrever bem

Expressar-se bem não é só uma habilidade necessária para o trabalho, é uma obrigação para a vida. “Quem não se comunica, se trumbica”, já dizia o Velho Guerreiro. Escrever bem faz parte dessa habilidade.

“Nunca escreva mais de duas páginas sobre qualquer assunto.”

Expressar-se bem não é só uma habilidade necessária para o trabalho, é uma obrigação para a vida. “Quem não se comunica, se trumbica”, já dizia o Velho Guerreiro. Escrever bem faz parte dessa habilidade.

Pois aqui estão algumas pérolas de sabedoria de uma lenda da cultura publicitária: o icônico empresário e original “Mad Man”  David Ogilvy. No dia 7 de setembro de 1982, Ogilvy enviou o seguinte memorando para todos os seus empregados, entitulado “Como escrever”:

Quanto melhor você escrever, mais alto chegará na Ogilvy & Mather. Pessoas que pensam bem, escrevem bem.

Pessoas confusas escrevem textos confusos, cartas confusas e discursos confusos.

Uma boa redação não é um dom. Você precisa aprender a escrever bem. Aqui estão 10 dicas:

1. Leia o livro de Roman-Raphaelson sobre como escrever*.  Leia-o três vezes.

2. Escreva da maneira que você fala. Naturalmente.

3. Use palavras curtas, frases curtas e parágrafos curtos.

4. Nunca use palavras-jargão como reconceitualizar,desmassificaratitudementejulgamentalmente. Elas são marcas características de um bundão pretensioso.

5. Nunca escreva mais de duas páginas sobre qualquer assunto.

6. Verifique suas citações.

7. Nunca mande uma carta ou um memorando no dia que você o escreveu. Leia-o em voz alta no outro dia de manhã — e então revise-o.

8. Se for uma coisa importante, peça a um colega para melhorá-lo.

9. Antes de você mandar sua carta e seu memorando, tenha certeza que está claro como cristal o que você quer que o destinatário faça.

10. Se você quer AÇÃO, não escreva. Vá até a pessoa e lhe diga o que você quer.

David

* Se trata do livro “Writing That Works; How to Communicate Effectively In Business“, de Kenneth Roman e Joel Raphaelson.

Isso, e muito mais dos conselhos atemporais de David Ogilvy podem ser encontrar em The Unpublished David Ogilvy: A Selection of His Writings from the Files of His Partners. O livro está esgotado, mas dá para encontrar a versão digital na Amazon. Vale o que pesa em bits.

[Dica do Brain Pickings, via Henrique Bente.]

RIP Steve Jobs (1955 — 2011)

Steve Jobs foi uma das pessoas que mais me influenciaram na vida, foi responsável por um pedacinho do que sou hoje. Está é minha singela homenagem.

(Texto enviado à lista MacUsers, do Brasil Apple Clube.)

Como ex-presidente do Brasil Apple Clube, queria externar um pouco dos meus sentimentos em relação à morte de Steve Jobs. Na verdade, eu não sei como fazer isso, mas senti uma necessidade em conversar com pessoas com as quais estou unido pelo que Jobs criou e estruturou.

Em 1990, quando decidi pela faculdade de informática, o fiz entusiasmado pelo fascínio que eu tinha pelo meu TK-3000 //e, um clone
do Apple //e, que eu havia ganho de meus pais há algum tempo. Estudei muito a fundo esta máquina, sabia Assembly e Applesoft (BASIC), detalhes de seu hardware, e muitas outras coisas divertidas para um rapaz que, apesar da pecha de CDF no colégio, não se considerava um nerd.

Logo depois, durante minha bolsa de pesquisa na faculdade de Psicologia, pude ter contato com um Mac SE, trazido por um professor estrangeiro. O segundo passo em direção à Apple foi natural. Virei rapidamente um “consultor” para os professores e me ofereceram um “estágio” em uma revenda em Porto Alegre. Lá, aprendi mais e mais sobre os equipamentos e resolvi que tínhamos que ter um clube de usuários em Porto Alegre, no RS, quem sabe no Brasil.

O interessante é que eu não sabia que este clube já existia, e que fora fundado pelo pai de um amigo meu! Creio que em torno de 1995 fui “reapresentado” para Luiz Ernesto Pellanda, pai de Eduardo Pellanda, que ficou contente com a ideia de retomar as atividades do BAC, na época, em animação suspensa. Assim, rearticularmos a comunidade Mac no RS, realizamos encontros, formulamos materiais informativos aos macmaníacos, dentre outras atividades. Foi período efervescente, formamos uma diretoria executiva que realizou coisas muito legais mesmo, inclusive um belo e mui informativo jornal, chamado Apple Talk.

Durante este período de grande aprendizado, pude ter contato com pessoas maravilhosas, além do mestre Pellanda: Raul e Evelena Boening, Ricardo Alexaris e Paola Amorim, Sandro Manfredini, Hélio Paz, Fabiano Jorge, Juliano Vasconcellos, Alex Primo, Camila Mariana, John Davidson, Demétrio Portugal, Roberto Drebes, Sergio Ourives, Sergio Miranda, Heinar Maracy, Rafael Fischmann, Luciano Hagge, Valério Pillar, além do saudoso Gabriel Pillar (que já não está entre nós, faleceu muito jovem em um acidente de carro) e outros tantos, que agora me falha a memória.

Ainda nesta época criei o blog rsmac.com, que depois virou macnarama.com e, na companhia de muitos dessa turma, realizei o Rádio Macnarama, um dos primeiros podcasts brasileiros, que infelizmente teve poucas edições até que os compromissos pessoais dos participantes não deixaram o programa ir adiante.

Foi um período muito prazeiroso para mim, do qual sinto muito orgulho, e onde nasceram muitas amizades que mantenho próximas até hoje e que me são muito especiais.

Voltando a 1997, assistimos a segunda vinda de Steve Jobs para a Apple, e ficamos encantados, fascinados com o carisma e o entusiasmo daquele homem, que curiosamente não cultuava a tecnologia em si, mas o seu uso para melhorar e tornar mais divertida nossa vida, ao contrário de tudo que víamos. Para mim, era uma sintonia total com o que eu pensava e penso até hoje: “a máquina nunca vai substituir o homem”, dizia a frase que mandei estampar nas pastas do diretório acadêmico de informática da PUC, durante a minha passagem como presidente (e para o desespero e incompreensão de meus amigos nerds). Jobs era o meu ídolo, representava tudo que eu via de bom na tecnologia e me inspira até hoje a buscar fazer o nosso melhor, a PENSAR DIFERENTE.

Bom, tudo isso era para dizer que Steve Jobs foi uma das pessoas que mais me influenciaram na vida, foi responsável por um pedacinho do que sou hoje. Neste momento triste, queria deixar minha singela homenagem a este homem num texto da própria Apple, e que encerra muito fielmente o que acredito ser o espírito de Steve Jobs e de sua criação.

Esta é para os loucos.

Os que não se encaixam.
Os rebeldes.
Os causadores de problemas.
Os cilindros nos buracos quadrados.
Os que veem as coisas de maneira diferente.

Eles não gostam de regras.
E não tem respeito pelo status quo.

Você pode admirá-los, discordar deles, citá-los,
desacreditá-los, glorificá-los ou difamá-los.
Mas apenas uma coisa você não pode fazer, é ignorá-los.

Porque eles mudam as coisas.

Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam.
Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram.
Eles empurram a raça humana adiante.

Talvez eles tenham que ser loucos.

De que outra forma você pode encarar uma tela vazia e ver um trabalho de arte?
Ou, sentar no silêncio e ouvir uma música que ainda não foi escrita?
Ou, observar um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas?

Nós fazemos ferramentas para esses tipos de pessoas.
Enquanto alguns os vêem como os loucos, nós vemos gênios.

Porque aqueles que são loucos o suficiente
para achar que podem mudar o mundo,

são os que realmente o fazem.


(tradução livre do texto da campanha Think Different)

Como a Internet marcou sua vida?

O Estadão publicou há algum tempo um infográfico muito interessante. Basicamente, ele informa o que mudou desde a estabilização política e econômica e a chegada da Internet no Brasil, ou seja, durante o período de 1995 a 2010 e faz algumas perguntas baseado nestas mudanças para traçar o teu perfil. Com isso, pode-se entender como estes últimos anos afetaram a minha e a tua vida.

Legal é também poder comparar com outras pessoas de outros estados ou fora do Brasil.

Experimenta aqui.

Dando pitaco sobre o Leopard

Direto do Túnel do Tempo!

No lançamento do Mac OS X 10.5 Leopard, fui entrevistado pela redação do portal Terra, a fim de expressar minha opinião sobre o (à época) novo sistema operacional da Apple.

“Creio que o mais importante do Leopard é o estabelecimento dos novos Mac Intel. O Leopard foi desenvolvido completamente nativo para a plataforma. Neste sentido, me parece ser um passo mais importante do que a passagem do Panther para o Tiger”, disse o analista de sistemas e usuário de Mac Marco Andrei Kichalowsky, 35 anos. “Agora vou poder ter um desempenho melhor com meu Mac Intel”, falou.

Direto do Túnel do Tempo!

Phoenix: Playground Love (acústico)

Bela versão de um clássico dos franceses do Air

Ficou MUI-TO BOA esta versão do Pheonix (grande banda!) para o clássico Playground Love dos franceses do Air. Olha!

O clique faz parte do MTV Acústico da banda. Clica aqui para ver Lisztomania, a primeira canção do setlist da noite.

Edição comentada das aventuras de Sherlock Holmes

Cinco volumes editados pela Ediouro, em tamanho grande e com ilustrações

Eu sempre quis ter uma edição completa das aventuras de meu detetive predileto, criação máxima de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes. Um tempo atrás, encontrei na livraria Cultura uma edição em papel-jornal, baratíssima, que era uma reunião completa dos fac-símiles originais, em Inglês. Comprei e me dei por satisfeito.

Mas foi apenas por alguns dias. Logo depois dei de cara com esta “Coleção Sherlock Holmes – Edição Comentada e Interpretada” da Ediouro, em tamanho grande, versada para o Português.

Óbvio que fiquei com vontade desta outra, não só pelo formato mas também pelos comentários. Sempre me interessa saber mais um pouquinho que seja sobre meu ídolo de capote e cachimbo. O problema é que na Cultura só tinha UM volume e creio que, à época, só havia sido lançado um mesmo.

Eis que hoje topo com a edição completa da Ediouro e mais, com um precinho camarada. Se não for hoje, até o final da semana eu compro!

Interessou? Tá em oferta no Submarino: de R$ 427,50 por R$ 199,00.

Vale muito!