“Ao 47 anos, ela ainda faz a temperatura subir ao seu redor.”
Autor: marcoandrei
Se pensar cansa, não pensar cansa mais. Cansa a beleza do cara. Porque tu tens que usar a beleza para chamar a atenção de todos, até tua cabeça acordar do repouso forçado e voltar a ser o que era.
Saco.
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Descobri que o problema até não é a criatividade, mas o saco. Logo que cheguei em casa, o corpo amoleceu, a preguiça se estabeleceu, lavei meu rosto para tirar o suposto cansaço (e a nhaca destas bostas de cigarros!) e me dirigi com um esforço hercúleo, para o Mac. Eu até quero escrever, mas justo agora a maratona da semana passada, oops!, de ontem! está cobrando o preço. Tinha tudo na cabeça e as palavras fogem, como se tivesse validade só naquele momento que pensei, que elaborei os meus textos randômicos. Aliás, este texto também é no automático. Ou tu achas que a gente tem que pensar antes de escrever? Aprendi a digitar rápido justamente para poder falar comigo mesmo e reproduzir imediatamente no Mac, antes que estas palavras TAMBÉM se perdessem.
Tá, chega. Tou cansado, de saco cheio e com a cabeça fervilhando, mas o fisiológico está me impedindo de continuar. Não, não quero dormir. Quero comer. E de preferência, um Xis da Tia Zefa. Mas tenho que me contentar com um reles e vagabundo sanduíche de queijo cheddar.
Fui.
Chuva, vento
Em cada gota de chuva
Lembro de um beijo teu
De um toque meu
Em tua pele de veludo
Este vento que sopra
É tua voz que me chama
Pra te dar em nossa cama
Meu calor que te falta