Como migrar um website feito em Redaxo para um novo servidor

Muito popular na Alemanha e em países de fala germânica, o Redaxo é um CMS de arquitetura aberta desenvolvido em PHP, que se caracteriza por sua simplicidade e flexibilidade.

Apesar de ser fácil de instalar e de se conseguir publicar um website básico em poucos minutos, lidar com ele pode ser “desafiador” para quem não fala o Alemão, já que toda a sua documentação é escrita no idioma germânico.

Enfrentei essa dificuldade quando precisei migrar um website de um cliente com sede na Europa para o Brasil. Entendi um pouco de sua estrutura (ele é baseado no Symphony), mas funcionar no novo ambiente, há algumas configurações específicas, como por exemplo, servidor e credenciais do banco de dados (MySQL), que sempre variam de provedor para provedor.

Felizmente, acessando o slack da comunidade, havia um único canal em Inglês, e recebi uma gentil resposta de um dos colaboradores do projeto, Ingo Winter, que me deu as orientações, muito simples.

Segue o passo-a-passo:

1. Usando o phpMyAdmin ou outra ferramenta da sua escolha, exporte a base de dados e importe-a no novo servidor. Anote as credenciais de acesso ao novo BD.

2. Copie todos os arquivos da raiz do servidor antigo para o novo.

3. No servidor novo, procure pelo arquivo de configurações redaxo/data/core/config.yml , procure as linhas que contém as credenciais de acesso e mude para o banco de dados novo. Ex:

db:
1:
host: localhost
login: novo_usuario
password: nova_senha
name: novo_nome_BD
persistent: false

4. O URL mudar — por exemplo: dominiovelho.br para dominionovo.rs — edite as configurações redaxo/data/core/config.yml para refletir o domínio novo:

server: 'https://dominionovo.rs/'

5. Se o URL mudou, talvez seja necessário atualizar na tabela rex_yrewrite_domain do BD também.

6. Apague as pastas redaxo/cache/addons e redaxo/cache/core. O Redaxo irá recriar se necessário.

7. Pronto! Seu website estará funcionando no servidor novo assim que o DNS apontar para o novo IP. Não esqueça de reemitir o certificado SSL, se necessário.

Tu já mexeste no Redaxo? Tiveste alguma dificuldade que gostarias de compartilhar conosco? Tens alguma dica para aprender mais sobre este CMS? Deixa teu comentário!

Como ativar o relatório de erros do PHP no MAMP?

Eu sou fã do Mac e uso o MAMP não só para desenvolver sítios WordPress, mas também outros projetos em PHP. Durante este trabalho, é muito útil ver os erros direto na tela, sem ter que lançar mão de outros recursos.

No entanto, por padrão, essa opção é desativada no MAMP. No MAMP versão PRO, é bem fácil trocar, é só ir nas configurações, em Error Handling (Manuseio dos Erros) e na seção “To” marque a opção “Display”.

Ajustes para a visualização de erros no MAMP PRO

Se tu usas a versão básica como eu, é um pouco mais chato, mas não é tão complicado, como vemos abaixo:

1. Abra a pasta do MAMP, que está em /Applications/MAMP/. Dentro dela, teremos a pasta de “configurações” (/conf/) com as diversas versões do PHP que estão instaladas em tua máquina.

2. Escolhe a versão que estás usando. No meu caso, eu estou usando a versão PHP 7.3, então o caminho completo da pasta é esse: /Applications/MAMP/conf/php7.3.8. Abre o documento php.ini que está dentro dela.

3. Procura a linha onde se está o parâmetro display_errors e muda de “Off” para “On”.

4. Se precisares mudar os tipos de erros o que tu queres que sejam exibidos, usa o parâmetro error_reporting para isso. Eu recomendo que tu deixes a opção E_ALL que é justamente todos os erros.

5. Para o servidor Apache e reinicia novamente para que os ajustes feitos tomem efeito.

FEITO! Agora quando executares um script PHP, serão exibidos os níveis de erros: errors, warnings e notices.

O PHP morreu. Viva o PHP!

Apesar de estar em mais de 80% dos sítios na Web, incluindo Facebook e Wikipédia, os detratores continuam dizendo que o PHP morreu. Será mesmo?

Estes tempos estava conversando com um grupo de colegas de um curso e alguém me declara: “mas o PHP está morrendo, né?”.

Acho engraçado isso. Mais do que isso, acho engraçado aquele pessoal vive na busca sôfrega por duas coisas: “qual/quem é o melhor?” e “qual/quem é o moribundo?”. Toda a vez que surge uma nova tecnologia, a galera fica desesperada para que ela seja a “ferramenta definitiva”, matando tudo que tem em volta. Pois a bola da vez parece ser o PHP.

Eu trabalho com o PHP desde um pouco antes de começar com o WordPress. O WordPress é feito em PHP e pretende continuar usando a linguagem em longo prazo, o que me faz pensar rapidamente que: NÃO, O PHP NÃO MORREU.

E antes de alguém dizer “mas…” vou apelar para as estatísticas da W3Techs:

OITENTA E TRÊS POR CENTO de presença na Internet. Parece pouco?

“Ah, mas porque tem um monte de CMS feito em PHP e a estatística fica distorcida!” Muito bem, Mike Oram em seu artigo “Is PHP relevant” nos conta que mesmo sem os CMSs, o PHP continua com 54% da Web. Adicione-se a isso o fato de sítios como Facebook, Ali Express, Wikipedia e outros terem escolhido o PHP como ferramenta de desenvolvimento. Parece irrelevante?

E a tendência do uso de PHP não é de baixa, ao contrário, a linguagem chegou a AUMENTAR levemente sua presença no último ano, como podemos ver neste gráfico também da W3Techs.

Acho que isso é o suficiente para provar que apesar dos seus detratores e “haters”, o PHP continua firme e forte há mais de 20 anos (foi lançada em 1995).

Claro que a linguagem tem suas “falhas” ou “problemas”, como alguém pode dizer, dizendo que tem erros ou indicando que é fracamente tipada, por exemplo. Pois para o primeiro argumento, sugiro se atualizar, pois ainda em 2009 a versão 5.3 resolveu a maioria dos “bugs tradicionais” encerrando de vez o assunto. E para o segundo, bem, eu considero uma VANTAGEM, que um bom programador saberá usar a seu favor!

Já estamos na versão 7.2 e posso dizer que a linguagem só melhora, com um salto incrível de velocidade a partir da versão 7 (tanto que se pulou da versão 5.6 para a 7.0 direto!).

Ainda não te convenceste? Te dou uma dica: lê o artigo “7 linguagens de programação que todo o desenvolvedor deveria aprender em 2018” da TechRepublic. O PHP está lá, só para constar.